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Joseph Cotten

Em 15 de maio de 1905, nascia em Petersburg, Joseph (Cheshire) Cotten, ator de teatro e cinema norte-americano. Vindo de família humilde, Joseph trabalhou no ramo de publicidade antes de ingressar na carreira artística aos 16 anos, após deixar a família para estudar arte dramática. A Em 1930, após um breve período onde exerceu a função de crítico de teatro para peças realizadas em Virginia e Nova York, finalmente fez sua estreia como ator na Broadway, onde conheceu Orson Welles, tornando-se grandes amigos. Desta amizade, surgiu também uma parceria profissional, e em 1936, Joseph Cotten participou de sua primeira peça sob a direção de Orson Welles, Horse Eats Hat. No ano seguinte, tornou-se membro da Cia Mercury Theatre, e novamente ao lado de Welles, trabalhou nas peças Julius Caesar, The Shoemaker's Holiday e Danton's Death, além de programas no rádio transmitidos pela The Mercury Theatre on the Air e The Campbell Playhouse.

Antes de estrear no cinema em 1938, no curta-metragem Too Much Johnson, mais uma vez sob a direção de Orson Welles;  Joseph dividia seu tempo entre os palcos e os campos de futebol, chegando a se profissionalizar. Para sua frustração, no entanto, o filme nunca foi exibido ao público. Em 1941, a parceria tornou-se mais evidente quando, além de atuar sob a direção de Orson Welles, contracenou com o mesmo no clássico Cidadão Kane. Ao interpretar o personagem Jedediah Leland, melhor amigo de Kane (Orson Welles), consagrou-se com uma atuação irretocável, o que abriu-lhe as portas para outras produções. A amizade de longa data em conjunto com a parceria profissional renderam-lhes muito sucesso em suas carreiras.

Ainda na década de 40, atuou em grandes produções cinematográficas, com destaque para: Lydia, The Magnificent Ambersons, Journey Into Fear (no qual Cotten trabalhou no roteiro e estrelou ao lado de Dolores del Rio), Shadow of a Doubt (de Alfred Hitchcock), Hers to Hold, Gaslight (ao lado de Ingrid Bergman), Since You Went Away (com Claudette Colbert), I'll Be Seeing You (dirigido por Willian Dieterle e estrelado por Ginger Rogers), Love Letters, Duel in the Sun e Portrait of Jennie (todos os três ao lado de Jennifer Jones); The third Man, Under Capricorn, entre outros.

A partir da década de 50, passou a trabalhar em produções de menor destaque, interpretando personagens de pouca expressão (se comparado aos filmes da década anterior), com destaque apenas para September Affair, Two Flags West e Niagara (ao lado de Marilyn Monroe). No final dos anos 50, atuou em filmes noir e deu um novo rumo em sua carreira artística, dessa vez na televisão, com os seriados On Trial, Star Stage, General Electric Theater, Alfred Hitchcock Presents, The Barbara Stanwyck Show entre outras. Em 1964, voltou as telas de cinema ao lado de Bette Davis no filme Sweet Charlote; arrastando-se até o final dessa década em participações em filmes para Tv e aparições no The Ed Sullivan Show. Nos anos 70, apesar da idade avançada, participou de vários clássicos do cinema tais como Tora! Tora! Tora! (1970), O Abominável Dr. Phibes (1971), Soylent Green (1973) Airport 77 e Twilight Last Gleaming (1977).

Em sua vida pessoal, casou-se com Lenore Kipp em 1931, com a qual ficou até 1960 quando faleceu vítima de leucemia; no mesmo ano casou-se novamente com a atriz Patricia Medina. Encerrou a carreira artística em 1981 com o filme The Survivor e faleceu no dia 6 de fevereiro de 1994 aos 88 anos de idade após longa luta contra um câncer de garganta. Joseph Cotten deixou uma autobiografia publicada em 1987, recebeu o Prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza (Portrait of Jennie) e foi homenageado no filme Me and Orson Welles dirigido por James Tupper em 2009.

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